Quase todos os jurídicos corporativos do Brasil querem trocar de sistema. O problema é que vão errar de novo pelo mesmo motivo.

Uma pesquisa recente revelou que 92,3% dos departamentos jurídicos corporativos no Brasil desejam trocar seus sistemas atuais de gestão de contratos (CLM) e planejamento de recursos empresariais (ERP). Este resultado, oriundo da 1ª Pesquisa de Satisfação do Jurídico no Brasil, conduzida pela ACC Brasil e CLOC Brasil, mostra um alto nível de insatisfação com os serviços pós-venda, com 72,8% dos respondentes afirmando que suas expectativas não foram atendidas. Além disso, 58,7% consideram mudar de fornecedor até 2026 e 57,4% desejam trocar de escritório parceiro, indicando uma reformulação nas relações do ecossistema jurídico.

A IA foi ao tribunal. E ganhou. Mas, não foi sozinha.

No dia 14 de maio de 2025, a Garfield AI ajudou Tamires Camal Taquidir, uma consultora de RH, a ganhar um processo judicial no Reino Unido, cobrindo uma dívida de 7 mil libras com um investimento de 400 libras. A IA preparou toda a documentação e organizou depoimentos, mas um advogado humano, Dominic Li, representou Tamires no tribunal. Isso destaca que, embora a IA seja eficiente em tarefas jurídicas, a presença de um profissional humano é essencial. No Brasil, a situação é diferente, pois a representação por advogados é constitucionalmente exigida, mas a IA já está sendo utilizada no trabalho preparatório.

A IA não entende nada. Ela só pareceu entender o seu caso.

O artigo de Adrian de Wynter explora a confusão entre a percepção de “compreensão” em modelos de linguagem e a análise de comportamentos de sistemas complexos, como o videogame Age of Empires II. Ele sugere que atributos considerados humanos em modelos de IA muitas vezes são reflexos de falhas nos métodos de medição utilizados. Para advogados que utilizam IA, isso significa que a confiança excessiva no modelo pode levar a erros não reconhecidos. Em vez de questionar se a IA “entende”, é mais eficaz avaliar sua capacidade de produzir resultados consistentes e verificáveis, destacando a importância de uma revisão crítica cuidadosa.

O Copilot Cowork é Claude disfarçado de Microsoft. Entenda o que muda na prática

Na semana passada, foi apresentada a ferramenta Copilot Cowork da Microsoft, que utiliza modelos da Anthropic, comparando-a ao Claude Cowork. Ambas as ferramentas funcionam sobre os mesmos motores, mas diferem na integração e no ambiente em que operam. O Copilot Cowork brilha pelo acesso imediato aos dados do Microsoft 365, facilitando a gestão de tarefas. Em contraste, o Claude Cowork se destaca pela personalização e adaptação a diferentes plataformas, ideal para ambientes mistos. A escolha entre as duas depende do ecossistema de trabalho e das necessidades específicas de cada usuário, ressaltando a importância do entendimento dos dados e processos antes da adoção.

Claude code para advogados: o que dá pra fazer hoje sem saber programar

O artigo discute o uso do Claude Code, uma ferramenta que vai além da simples assistência ao redigir textos, automatizando tarefas repetitivas na advocacia. O advogado configura comandos para pesquisar jurisprudências diariamente, revisar contratos com critérios específicos, organizar documentos e gerar relatórios de movimentações processuais. O Claude Code, instalado como um programa de terminal, permite uma integração prática ao fluxo de trabalho dos escritórios, reduzindo significativamente o tempo gasto em tarefas manuais. Apesar de suas funcionalidades, ele não substitui um sistema de gestão processual completo, exigindo configuração e supervisão do usuário.

Sua empresa usa IA. Mas ela está preparada para o que vem por aí?

O PL 2338/2023, o Marco Legal da Inteligência Artificial no Brasil, tramita na Câmara e foi aprovado no Senado por unanimidade. Ele visa regular o uso de IA nas empresas, abordando questões como shadow AI, onde ferramentas são utilizadas sem supervisão. A proposta exige transparência e supervisão para sistemas de alto risco que influenciam decisões importantes, como recrutamento e análise de crédito. As empresas devem se preparar para atender às novas exigências legais, inclusive em conformidade com a LGPD. Ignorar essas obrigações pode resultar em multas severas e suspensão de operações, além de danos à reputação.